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Trabalho das forças de segurança do Ceará resulta na redução de 53,6% nos CVLIs no primeiro semestre de 2019

andré costa

Com o progresso alcançado em todo o território cearense, o Estado chega ao 15° mês seguido de redução, e Fortaleza ao 16° mês. Esse é o melhor resultado dos últimos 10 anos.

O Ceará chega ao 15° mês de redução nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que é a metodologia utilizada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) para contabilizar os homicídios dolosos/feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios. Os números foram compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, se comparado com o mesmo período de 2018, foi registrada uma diminuição de 53,6% nos CVLIs do Estado, passando de 2.380 para 1.105 casos. A redução representa 1.275 mortes a menos no período.

Entre os territórios, a maior queda foi em Fortaleza, com -57,7%, indo de 780 casos, em 2018, para 330, neste ano. Outro dado importante registrado pela SSPDS é que durante 33 dias, nesses seis meses, Fortaleza não registrou nenhum homicídio. A Capital chega ao seu 16° mês seguido de queda. Em seguida, vem o Interior Norte, com -54,4%, caindo de 463 para 211. Na Região Metropolitana, a retração foi de 51,6%, diminuindo de 704 para 341. Por último, está o Interior Sul, que foi de 433 para 223, correspondendo a redução de 48,5%. O resultado semestral do Ceará é o melhor em dez anos. A última vez que o Estado registrou um balanço inferior a 1.105 CVLIs foi durante os primeiros seis meses de 2009, quando aconteceram 1.091 crimes.

“Foi um semestre que deu continuidade a um trabalho que acontece desde o ano passado, com o progresso nas estatísticas mês a mês. É um trabalho firme que já vinha sendo realizado desde 2018, com a Polícia Militar, por meio do Proteger (Programa de Proteção Territorial e Gestão de Riscos), que são aquelas bases que foram instaladas nas áreas onde havia mais conflitos entre criminosos. O reforço nas ações da Polícia Civil, que teve o seu número de delegacias aumentado, como foi o caso do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde antes existiam cinco delegacias e teve esse número aumentado para 12. Hoje, inclusive, tivemos apresentações que mostraram o aumento nos números de prisões e também no índice de resolutividade dos crimes contra a vida. Essas ações vêm se refletindo também no interior, como é o caso das criações de núcleos de investigação de homicídios em Sobral e Juazeiro do Norte, levando para essas regiões um trabalho policial especializado nesse tipo de delito”, destacou o secretário da SSPDS, André Costa.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa, na sede da pasta, em Fortaleza. Durante a reunião que aconteceu no Centro de Comando e Controle Regional (CICCR), estiveram presentes, além do secretário André Costa e dos chefes das vinculadas (Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Perícia Forense e Supesp), o secretário da Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque; e representantes de outras instituições ligadas à Segurança Pública, como a vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira; o procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Rios; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Maykel Bruno; o superintendente da Polícia Federal no Ceará, Dennis Cali; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Ceará, Erinaldo Dantas.

Além da criação de novas estratégias, investimentos em tecnologia, efetivo e aparato policial, outro ponto a se destacar como uma das causas para a melhoria dos indicadores criminais é a atuação firme do Estado dentro das unidades prisionais, conforme destacou o secretário da SAP, Mauro Albuquerque. “É um trabalho integrado entre as forças de segurança. Dentro do sistema prisional, estamos com o controle total dos grupos criminosos. Ou seja, é o Estado quem manda. Estamos recolhendo celulares, com atividade envolvendo cinco unidades de inteligência. A nossa pretensão é zerar celulares dentro dos presídios, com inspeções e varreduras eletrônicas, fechando todas as portas de entrada do sistema”, pontuou.

Em sua fala, procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Rios, elogiou o envolvimento de todas as instituições quando o assunto é segurança pública. “Tivemos a percepção, logo em 2016, que por força de um projeto do Governo do Estado que visa ligar todas as instituições com um objetivo comum, que é o Ceará Pacífico, o estreitamento desses laços entre as instituições seria fortalecido. Nós quebramos vaidades e orgulhos, que não nos levavam a caminhos eficazes para a sociedade. Então hoje, tivemos a humildade de entender que ninguém é capaz de fazer nada sozinho. Então acredito que essa proximidade entre Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, SSPDS, SAP, inclusive com inteligências, tudo isso é uma evolução que vem trazendo bons frutos à sociedade. Uma vida humana que salvamos é sim motivo para comemoração, e temos ainda um longo percurso pela frente”, disse.

CVLI Junho

No mês de junho, todas as regiões do Ceará também reduziram no balanço dos CVLIs. A maior queda aconteceu no Interior Sul do Estado, com -59%, indo de 83 casos para 34. Em seguida veio Fortaleza, com 56,2% de redução, caindo de 121 crimes para 53. Os trabalhos das forças de segurança também impactaram em um balanço positivo na Região Metropolitana, que reduziu em 55% seus CVLIs, indo de 100 para 45. Já o Interior Norte, foi de 80 mortes, no ano passado, para 36, em junho deste ano; correspondendo a redução de 55%. Com 216 vidas salvas, o Ceará registrou uma queda percentual de 56,3%, passando de 384 crimes para 168, no sexto mês do ano.

Por último, em sua fala, o gestor da SSPDS destacou ainda que a criação de estratégias de combate ao crime não devem ser inflexíveis. “O papel da nossa inteligência é acompanhar as mudanças e as dinâmicas entre os grupos criminosos para continuarmos dando os melhores resultados. As estratégias devem acompanhar as mudanças da sociedade e do crime”, disse. O secretário da Segurança cearense falou também sobre o uso de novas ferramentas desenvolvidas no Estado. “Desenvolvemos aqui no Estado do Ceará um recurso para a identificação de criminosos e isso nem a polícia francesa, que esteve aqui recentemente ministrando um curso, possui. Mas estamos utilizando, agora, na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), um smartphone com um aplicativo criado aqui na SSPDS, juntamente com a UFC (Universidade Federal do Ceará), que possui um leitor de digital. Com isso, nós conseguimos, em menos de dois segundos, identificar em todo o banco civil do Estado quem é aquela pessoa. Um trabalho que antes só era possível realizar na Pefoce, com dispêndio de tempo e de recurso, agora se consegue em pouco tempo”, finalizou.

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