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O Governo do Ceará iniciou nesta semana uma operação estratégica para garantir o abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza e dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú. A medida foi tomada após análise técnica que apontou baixo volume de chuvas em reservatórios importantes.
A decisão foi tomada pelo Grupo de Trabalho que monitora a situação hídrica do estado, diante da insuficiência de aportes expressivos, especialmente no Açude Pacoti, e da proximidade de limites operacionais críticos no sistema metropolitano.. Desde ontem, 23 de fevereiro, as comportas foram abertas para duas grandes transferências: a água do Açude Castanhão agora segue para o Açude Pacoti, que atende diretamente a Grande Fortaleza e não recebeu recargas significativas nesta quadra chuvosa.
Ao mesmo tempo, para não deixar o Castanhão desguarnecido, o Açude Orós começou a enviar água para ele. A operação aproveita que o leito do Rio Jaguaribe já está úmido, o que evita que a água se perca no caminho por infiltração no solo.
Já em relação ao Projeto de Integração do Rio São Francisco, o Ceará vive um impasse com o Governo Federal. O estado solicitou uma vazão de 10 metros cúbicos por segundo para reforçar o sistema. No entanto, o Ministério da Integração informou que, por limitações técnicas, só poderia liberar 2 metros cúbicos por segundo neste momento.
A Secretaria dos Recursos Hídricos e a Cogerh decidiram recusar essa oferta temporariamente. Segundo os técnicos, um volume tão baixo não teria efeito prático no sistema e boa parte da água evaporaria antes de chegar ao destino. As negociações com Brasília continuam para que uma vazão maior seja liberada em breve.
Vale lembrar que, segundo a Cogerh, todas as operações priorizam o abastecimento humano e a dessedentação animal, conforme prevê a lei. O monitoramento dos níveis dos açudes segue sendo feito diariamente.